Lula abandona o “modo paz e amor” e mostra suas reais intenções com gabinete para Janja, indicação de Bessias e defesa de Maduro. 📈 Analisamos a estratégia por trás da nova postura do presidente. #Lula #PolíticaBrasileira #GovernoLula
Nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que, quando a maré está favorável, suas convicções mais profundas voltam à tona. Após meses de relativa cautela – o famoso “modo Lulinha Paz e Amor” – uma sequência de ações polêmicas revela um líder político muito mais alinhado com suas raízes ideológicas do que com um suposto centro moderado.
A pergunta que paira no ar é: estamos testemunhando o verdadeiro Lula, finalmente confortável para agir sem as amarras da opinião pública desfavorável?
Do “Lulinha” ao “Lulão”: A Metamorfose Amparada nas Pesquisas 📊
Não é coincidência que essa guinada ocorre no mesmo momento em que o presidente experimenta uma melhora em sua popularidade. Após um início de governo marcado por embates com o Congresso, o Banco Central e uma recuperação econômica mais lenta que o esperado, Lula viu suas pesquisas subirem graças a programas sociais como o novo Bolsa Família e a percepção de controle sobre a economia.

Para muitos analistas, o “modo Lulinha” foi uma estratégia de sobrevivência política. Era necessário reconstruir a imagem de um estadista conciliador, distante do radicalismo. Agora, com um fôlego estatístico, o presidente parece acreditar que pode se arriscar mais.
Fonte para Contexto: O Portal do IBGE (link externo) oferece dados oficiais sobre a economia que influenciam diretamente a popularidade presidencial.
O Gabinete da Primeira-Dama: Empowerment ou Privilégio? 🏛️
A semana começou com uma notícia que gerou intenso debate: a criação de um gabinete oficial para a primeira-dama, Janja Lula Silva. A estrutura, aprovada pelo Ministério da Gestão, prevê orçamento próprio, assessores e cargos comissionados.
A justificativa oficial é a de institucionalizar e dar transparência ao trabalho social que Janja já realiza. No entanto, críticos veem a manobra como a legalização de um privilégio e a criação de uma estrutura de custeio para viagens e eventos que, antes, poderiam ser questionados.
- Pró: Organiza e torna público o uso de recursos para as atividades da primeira-dama.
- Contra: Cria uma nova estrutura de custo para o contribuinte em um cargo que não é eletivo e não possui obrigações constitucionais.
A medida é vista por muitos como um ato de apadrinhamento político, garantindo à primeira-dama um status e uma infraestrutura financiada pelo erário. É a “asa de fora” para beneficiar o círculo mais próximo do poder.
A Volta de “Bessias”: A Sombra do Passado no Presente 👨💼
Se a criação do gabinete de Janja foi simbólica, a indicação de João “Bessias” Miranda para um cargo no Ministério para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi um choque de realidade para quem acreditava no distanciamento do presidente de seu passado conturbado.
Bessias não é um nome qualquer. Foi ele quem, em 2016, entregou a Lula por envio de Dilma Rousseff o termo de posse para que ela nomeasse Lula como ministro da Casa Civil. O objetivo da manobra, amplamente conhecido, era tentar blindar Lula das investigações da Lava Jato, aproveitando o foro privilegiado. O episódio gerou o icônico áudio em que Dilma, ao telefone com Lula, diz “tchau, querida”, e culminou no seu impeachment.
A indicação de Bessias é mais do que uma mera nomeação política. É um sinal. É Lula reafirmando lealdades e recompensando aqueles que estiveram ao seu lado nos momentos mais críticos, mesmo que esses momentos representem um dos capítulos mais sombrios da política recente. É a cultura do apadrinhamento falando mais alto.
A Defesa de Maduro: O Pedagio Ideológico em Ação
Talvez a “asa de fora” mais perigosa tenha sido dada no campo da política externa. Em meio a negociações sensíveis com os Estados Unidos sobre a queda de tarifas para produtos brasileiros, Lula resolveu se manifestar sobre a Venezuela.

Ao defender o regime de Nicolás Maduro, Lula afirmou que “nenhum presidente de outro Estado pode interferir em outra nação”, em clara crítica à presença de navios americanos em águas próximas à Venezuela. A declaração ignora o consenso majoritário da comunidade internacional, que classifica o governo de Maduro como uma ditadura, responsável por graves violações de direitos humanos.
A pergunta que fica é: por que agora? Por que arriscar uma relação que estava em franca melhora e que poderia render dividendos econômicos concretos para o Brasil?
A resposta, para muitos, é o “pedágio ideológico”. Lula sente-se seguro o suficiente para pagar o preço de sua lealdade à esquerda latino-americana radical. É uma jogada que agrada sua base mais fiel, mas que coloca em risco ganhos práticos para o país. É a ideologia sobrepondo-se à pragmática.
2026: O Brasil Conseguirá se Livrar de Lula? 🗳️
A sequência de eventos desta última semana serve como um alerta para o eleitorado. Ela demonstra que, por trás da retórica conciliadora, existe um político com um projeto de poder claro, baseado em lealdades pessoais, privilégios para o círculo interno e uma visão ideológica de mundo que pode não representar o melhor para os interesses nacionais.
O grande temor, expresso por muitos, é que Lula só deixará de ser uma força dominante na política brasileira quando não puder mais disputar eleições. Sua capacidade de mobilização, seu controle sobre o PT e sua habilidade narrativa são formidáveis.

Enquanto ele puder se candidatar, será uma presença constante e um polarizador de forças. A verdadeira libertação do “lulismo”, portanto, pode estar atrelada não a uma derrota eleitoral, mas ao fim de sua elegibilidade. Será esse o único fim para esse ciclo?